Trabalho escravo na Bahia do século XXI.

O trabalho escravo no Brasil foi implantado pelos portugueses no século XVI. Primeiro foi utililizada a mão-de-obra indigena, como esta não obteve êxito, no final deste mesmo século, os portugueses começaram a importar da Á frica a mão-de-obra escrava para as lavouras de cana-de-açúcar do Brasil. Até o final do século IXI, a mão-de-obra escrava estava presente em todo o país, principalmente nas fazendas.Eram trabalhadores que não exigiam grandes dispesas, já que estes não eram remunerados por seu trabalho, recebiam apenas uma alimentação de baixo valor calórico, água e eram impedidos de sair das senzalas quando não estavam trabalhando. Os donos destes escravos ou cativos, como eram mais frequentemente chamados, em sua maioria eram grandes propretários de terras, que usavam e abusavam de seu poder, não só em suas fazendas mas também, em seu reduto político. Com a lei Áurea que prometia dar liberdade aos cativos, veio também a esperança de que estes pudessem ser remunerados por seu trabalho a partir daquele dia. Porém não foi a todos que esta lei alcançou, mesmo após a assinatura desta lei, muitas pessoas continuaram cativas.

Quanto a estrutura social brasileira daquela época, funcionava da seguinte maneira: O rei era a parte política desta, que governava e criava as leis, porém raramente a coroa pouco interveio na conduta interna do regime escravista colonial. Em seguida vem a nobreza, que tinha a função de estabelecer padrões de comportamento na sociedade, para uma pessoa receber um título de nobreza, esta jamais poderia se dedicar ao trabalho braçal, eram considerados trabalho braçal desde a função de artesão até um proprietário de uma loja, era mais fácil conseguir pessoas que viviam da cobrança de aluguéis ou que eram funcionários públicos, mais isso não significava que todos vivessem de tais funções, seriam agraciados com o título, haviam muitas pessoas que preenchiam tais requisitos e não conseguiam o título. por último vem o clero, que era corpo religioso do reino.

2 Comentários

  1. eudesamigo said,

    Oi. Falta dá uma estrutura de artigo ao seu texto. É importante ter seu nome, os objetivos, a abordagem metodologica. Está um texto solto e descontextualizado de uma elaboração maior.

  2. nataliciadantas said,

    Trabalho Escravo na Bahia do séculoXXI.

    Natalícia Pereira Dantas

    Introdução

    Esta pesquisa tem como objetivo principal o estudo do trabalho escravo na Bahia contemporânea ao século XXI. Para isto, foi preciso fazer uma divisão das várias fases a que o trabalho escravo passou até chegar a uma espécie de dependência forçada.

    Logo no início da pesquisa veremos como e porque surgiu o trabalho escravo no Brasil Colônia, quais os responsáveis pelo seu surgimento e quais foram os primeiros a serem escravizados. As conseqüências desta escravidão, a transição da mão-de-obra indígena para a africana e porque, a proibição da escravização do indígena, o fim da escravidão no Brasil e a solução encontrada pela burguesia para não ficarem no prejuízo, o que seriam estes imigrantes trazidos pela burguesia para ocupar o lugar dos escravos? Escravos brancos, servos ou trabalhadores assalariados?

    Burguesia sulista promove início da industrialização no Brasil.

    Será que ainda hoje, há trabalho escravo em pleno século XXI? Se há como e porque isto ainda acontece? Se não é escravidão nem servidão, o que é? Estas respostas estão na pesquisa, que tem o materialismo histórico como metodologia. Para tanto a pesquisa foi buscar no Brasil Colônia as causas da escravidão neste, e formas de trabalho tanto na sociedade senhorial quanto na sociedade capitalista.

    ANÁLISE

    Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles tinham um único objetivo, o de explorar esta colônia em todos os sentidos e de todas as formas que eles pudessem. Porém para isto estes precisavam de mão-de-obra e a única disponível no momento era a indígena, então a partir desta começaram a surgir os primeiros engenhos de cana-de-açúcar, estima-se que mas ou menos em 1519. Pois não se sabe o ano ao certo que estes começaram a surgir. O indígena ou gentio foi forçado a trabalhar nas lavouras de cana e nos engenhos, estes não estavam acostumados a longas horas de trabalho, nem mesmo ao esforço repetitivo, a que tiveram de se habituar. O gentio ou negro da terra como também eram chamados, não estavam acostumados a trabalhar tanto, não porque eram preguiçosos, mas porque não faziam grandes plantações, plantavam apenas para suprir suas necessidades do momento, também não faziam grandes caçadas, porque caçavam apenas o que podiam comer, mesmo porque estes não tinham como conservar grandes quantidades de alimentos. Sendo assim estes negros da terra, tiveram que adquirir novos hábitos de trabalho e muitos deles não resistiam a longas jornadas de trabalho pesado e acabavam adoecendo e muitos até morriam. Com isso os donos de engenhos perceberam que estavam tendo prejuízo e passaram a acumular recursos financeiros para a compra de escravos africanos. Em 1570 uma lei proibia a escravização ilegal de povos nativos, mas permitia a aquisição de nativos resgatando-os através de escambos com seus captores e também a partir deste ano houve o pagamento de salários por alguns serviços prestados por negros da terra.

    A transição da mão-de-obra escrava indígena para a africana aconteceu aos poucos, durante 50 anos. Na Bahia essa mudança pode ser observada no engenho sergipe em 1572, 7% de seus escravos eram africanos. Essa transição foi importante para o crescimento da produção de açúcar. Pois muitos destes africanos que vieram para o Brasil Colônia já tinham experiência na fabricação do açúcar, porque muitos deles vieram da ilha da Madeira, onde a produção do açúcar já existia. Até o final do século XIX, a mão-de-obra escrava estava presente em todo o país, principalmente nas fazendas. Eram trabalhadores que não exigiam muitas despesas, já que estes não eram remunerados por seu trabalho, em troca deste recebiam apenas uma alimentação de baixo valor calórico, água e eram impedidos de sair das senzalas, quando não estavam trabalhando.

    A partir de 1888 é assinada a lei áurea, que tinha a finalidade de libertar os escravos e torna-los trabalhadores assalariados, porém o mercado de trabalho brasileiro da época não estava preparado para absorver tamanha massa trabalhadora,além disso a burguesia também não estava preparada para pagar salários a tantos trabalhadores, mesmo porque a burguesia tinha um projeto de modernização do trabalho e precisava acumular mais recursos. Mas antes de começar o processo de industrialização no Brasil, promovida pela burguesia sulista, houve a transição da escravidão para a servidão. Então a solução utilizada por muitos, foi a imigração. Estes trabalhadores a maioria vindos da Itália e Alemanha, vinham trabalhar no Brasil, fugindo da 1º Guerra e suas conseqüências, principalmente da fome. Vinham para o Brasil iludidos por muitas promessas e quando chegavam nas fazendas descobriam que as promessas eram falsas. Tinham que trabalhar para pagar pela moradia e quando passavam a receber seus salários eram obrigados a comprar apenas em uma venda que existia na fazenda, onde estavam sempre com dívidas e o lucro iria todo para o patrão.

    Com a exportação do café nas últimas décadas do século IXI, teve início um processo de acumulação de capital, principalmente por parte dos fazendeiros paulistas, maiores produtores de café. Com este capital a burguesia cafeeira começou um processo de modernização na área do transporte e da indústria, investindo também em companhias de seguro e na organização bancária. A intenção da burguesia era promover a modernização do trabalho substituindo o trabalho manual por máquinas. Desta forma iniciou-se o processo de industrialização no Brasil, caracterizado pela implantação quase que exclusiva de indústrias produtoras de bens duráveis.

    Nos dias atuais ainda é possível encontrar grupos de trabalhadores em algumas fazendas na sua maioria, no Norte e Nordeste do Brasil, vivendo em condições semelhantes a dos escravos do Brasil Colônia e também a dos imigrantes. Neste caso há um misto de escravidão e servidão.

    Os trabalhadores que vivem em condições de escravidão no Brasil do século XXI, são aliciados por empreiteiros, os chamados gatos, e levados para zonas de mata, longe de suas residências. Quando chegam ao local de trabalho já estão devendo uma grande quantia pelo transporte, em seguida paga uma quantia ainda mais alta pela alimentação. Como o salário é muito baixo, nunca conseguem pagar a dívida e são impedidos de deixar a área com o uso da violência, geralmente são vigiados por homens armados. Estes trabalhadores são obrigadas a trabalhar em péssimas condições de trabalho, além de alojamento e alimentação inadequadas, ainda têm que pagar por suas ferramentas de trabalho.

    Por trás destes chamados gatos, existem grandes empresários que assim como os fazendeiros do Brasil Colônia, precisam de mão-de-obra barata para transformar matas em grandes fazendas de gado ou plantações de soja. Não há contato entre o grande empresário e o trabalhador aliciado, toda negociação é feita pelos empreiteiros. Se esta condição do trabalhador aliciado não pode ser chamada de escravidão ou servidão, podemos dizer que se trata de uma dependência forçada. Porque o empregador depende do empregado aliciado, para que a mata se torne uma grande fazenda seja ela de gado ou de soja, e a vida do empregado passa a depender disto.

    Conclusão

    A implantação do sistema colonial no Brasil promoveu a escravidão da única mão-de-obra existente no Brasil Colônia. Isso contribuiu para o extermínio de uma parte da massa indígena existente neste período. Porque os indígenas tiveram que se adaptar ao sistema de trabalho implantado pelos portugueses. Muitos não conseguiram se adaptar ao sistema e morreram, os que conseguiram, contribuíram para que seu senhor armazenasse recursos financeiros suficientes para a aquisição de escravos africanos.

    No momento em que há a transição da mão-de-obra indígena para a africana, há também um aumento na produção do açúcar, isto porque muitos destes africanos já tinham uma certa qualificação e isto fez com que houvesse uma maior agilidade no processo da produção do açúcar.

    Já no final do século XIX, com o fim da escravidão, alguns fazendeiros do sul do país, acharam mais interessante ou econômico, a contratação de imigrantes, do que pagar salário aos ex escravos. Isto porque os imigrantes tinham que trabalhar para pagar pela moradia e só podiam comprar na venda da fazenda, que pertencia ao fazendeiro, o salário era muito baixo então o imigrante nunca conseguia pagar a dívida com a venda.

    Tanto a situação do escravo quanto a do imigrante, é semelhante a condição do trabalhador aliciado do século XXI. Pois este assim como o imigrante é iludido com falsas promessas, tirado do seu local de origem e levado ao ambiente de trabalho e ao chegar neste descobre que tem que pagar através do trabalho, desde o transporte que o conduziu aquele lugar até as ferramentas de trabalho, são vigiados 24 horas por homens armados para que não fujam e obrigados a trabalhar mais de 8 horas por dia.

    “Somente nesta década cerca de 2.342 trabalhadores foram libertados no estado da Bahia, estes foram encontrados trabalhando em condições semelhantes a de escravos pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) “ Esta afirmação é feita pelo Correio da Bahia de 17 de março de 2008, p 05.Com o título “Trabalho Escravo Ainda é Realidade na Bahia” Este relata as semelhanças do trabalho forçado do século XXI, com o trabalho escravo do século XIX.

    O trabalho forçado do século XXI tem semelhanças com o trabalho escravo, no entanto não pode ser rotulado de trabalho escravo ou mesmo de servidão. Então podemos dizer que é uma relação de dependência forçada , quando o empregado se encontra em tal situação é obrigado a aceitar tais condições de trabalho e sua vida passa a depender desta.

    Referências:

    Costa, Emília Viotti da. Da Senzala á Colônia. São Paulo-SP. 4º Edição. Editora, UNESP. Ano 1997.

    Queirós Matoso, Kátia M. . Bahia Século XIX. Rio de Janeiro,RJ. 2º Edição. Editora Nova Fronteira. Ano 1992.

    Hardman, Foot. Leonardi, Victor. História da Indústria e do trabalho no Brasil. São Paulo-SP. 2º Edição. Editora Ática. Ano 1991.

    Schawartz, Stuart B. .Segredos Internos. São Paulo-SP. Editora Companhia das Letras. Ano 2005.

    Sodré, Nelson Werneck. Formação Histórica do Brasil. Rio de Janeiro,RJ. 13º Edição. Editora Bertrand Brasil ; 1990.

    Trabalho Escravo Ainda é Realidade na Bahia. Correio da Bahia. 17 de Março de 2008. p, 05.

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